Voltou a engordar após a bariátrica? Entenda quando é normal e como tratar.

Voltou a engordar após a bariátrica? Entenda quando é normal e como tratar.

A cirurgia bariátrica é um marco transformador na vida de muitos pacientes, mas a jornada da perda e manutenção de peso é contínua. Uma das maiores dúvidas e frustrações que podem surgir ao longo desse processo é o reganho de peso pós-cirúrgico.

Se você passou por esse procedimento e notou os números da balança subindo novamente, saiba que essa é uma condição importante, mas bastante comum. Neste artigo, vamos explicar o que é considerado fisiológico e quais são as abordagens médicas mais modernas para retomar o controle, como o uso do Plasma de Argônio.

O que é considerado um reganho de peso normal?

É fundamental não entrar em pânico ao notar uma leve oscilação no peso algum tempo após a cirurgia. O corpo passa por diversas adaptações e um pequeno reganho faz parte do processo.

De acordo com especialistas, um reganho de peso de até 10% pode ser considerado fisiológico dentro do trâmite normal da cirurgia bariátrica. No entanto, quando esse número ultrapassa essa margem, é o momento de buscar avaliação médica para entender as causas e intervir de forma segura.

Como tratar o reganho de peso crônico?

Para pacientes que apresentam um reganho de peso significativo, especialmente aqueles que foram submetidos à técnica de Bypass Gástrico, a medicina moderna oferece intervenções altamente eficazes e menos invasivas.

A aplicação do Plasma de Argônio

Uma das medidas mais interessantes e utilizadas atualmente é a associação de um mecanismo endoscópico com o Plasma de Argônio.

Como funciona? O procedimento utiliza o plasma de argônio como meio de transmissão para promover uma queimadura controlada na borda da anastomose (a “emenda” cirúrgica entre o estômago e o intestino).

A cicatrização dessa queimadura tem uma finalidade muito clara: diminuir o diâmetro da anastomose. Com esse canal reduzido, há uma maior dificuldade para a passagem do alimento, o que restabelece a sensação de saciedade precoce. Dessa forma, o paciente volta a perder peso de maneira progressiva e sustentável.

A importância vital do acompanhamento multidisciplinar

Embora o tratamento com Plasma de Argônio seja um método excelente e muito utilizado, é crucial entender que ele não faz o trabalho sozinho. A efetividade de qualquer intervenção bariátrica está diretamente relacionada a uma mudança de estilo de vida e ao suporte profissional adequado.

Para que o tratamento tenha sucesso a longo prazo, o paciente deve contar com uma rede de apoio completa, que inclui:

  • Cirurgião Bariátrico: Para avaliar a anatomia e a indicação do procedimento endoscópico.
  • Endocrinologista: Para monitorar taxas hormonais e metabólicas.
  • Nutricionista: Para adequar a dieta ao novo diâmetro da anastomose e garantir a absorção correta de nutrientes.
  • Psicólogo: Para trabalhar as questões emocionais ligadas à alimentação e ao reganho de peso.

Além disso, é essencial investigar de maneira sistemática a rotina do paciente. Muitas vezes, o reganho de peso está intimamente ligado ao abandono ou à falta de atividade física, que precisa ser retomada e mantida como pilar da saúde pós-bariátrica.